Morreu José Junqueiro, Ícone do PS e Defensor de Viseu, aos 72 Anos

Viseu, 16 de julho de 2025 – O cenário político português está de luto com a morte de José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro, antigo dirigente e vice-presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS), falecido nesta quarta-feira, aos 72 anos. A notícia foi confirmada pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, antes do período de votações, e rapidamente gerou uma onda de homenagens de figuras políticas e da comunidade de Viseu, sua terra natal.

Um Legado Marcado pela Dedicação

José Junqueiro foi uma figura incontornável na política portuguesa, com uma carreira de mais de duas décadas dedicada ao serviço público. Natural de Viseu, Junqueiro destacou-se como defensor incansável do interior do país, especialmente da sua região, deixando um impacto duradouro tanto a nível local quanto nacional. “Portugal perdeu hoje um grande homem”, declarou a Concelhia do PS de Viseu, destacando-o como “uma referência na afirmação do distrito de Viseu e na valorização do interior”.

Entre os cargos de maior relevo, Junqueiro foi Secretário de Estado da Administração Marítima e Portuária (2000-2002) no governo de António Guterres e Secretário de Estado da Administração Local (2009-2011) sob a liderança de José Sócrates. Além disso, ocupou posições de destaque no PS, como membro do Secretariado Nacional, coordenador na Comissão de Equipamento Social e presidente da Federação Distrital de Viseu. No cenário internacional, representou Portugal na Assembleia Parlamentar do Mediterrâneo, onde presidiu à Comissão de Cooperação Política e Segurança.

Uma Carreira de Proximidade e Compromisso

Junqueiro foi eleito deputado pelo círculo eleitoral de Viseu entre 1995 e 2015, período em que também atuou como vereador na Câmara Municipal de Viseu. Sua trajetória foi marcada por uma forte ligação com António Guterres (1992-2001) e, posteriormente, com António José Seguro (2011-2014). No entanto, com a vitória de António Costa nas primárias socialistas de 2014, Junqueiro afastou-se da linha de frente da política, optando por não se candidatar nas eleições legislativas de 2015.

“Um homem de força, um verdadeiro pilar do PS em Viseu, um camarada, amigo e alguém que sempre lutou com coragem e paixão pelo que acreditava”, escreveu João Azevedo, candidato do PS à Câmara de Viseu, em uma sentida homenagem. A Assembleia de Freguesia do PS de Viseu também destacou o caráter de Junqueiro: “Um amigo de sempre, um defensor intransigente do serviço público, um lutador, um democrata, um viseense e um Homem Bom”.

Reações e Condolências

O falecimento de Junqueiro desencadeou uma onda de pesar nas redes sociais e em comunicados oficiais. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou condolências à família e ao PS, reconhecendo o impacto do político na esfera pública. O ex-secretário-geral do PS, Ferro Rodrigues, que trabalhou com Junqueiro durante o governo de Guterres, manifestou “profundo pesar” pela perda do colega.

António José Seguro, candidato presidencial e ex-líder do PS, destacou a “dedicação à causa pública e aos valores da democracia e da justiça social” de Junqueiro, expressando “choque e profunda consternação”. O PS nacional, em nota oficial, saudou a “grata memória” deixada por Junqueiro, enviando condolências à sua esposa, Jacinta, aos filhos e à família.

Um Viseense de Coração

Para além de sua atuação política, Junqueiro era admirado por nunca esquecer suas raízes. “Viseu estava sempre presente nas suas preocupações, na sua ação e no seu modo de estar”, afirmou o militante socialista António Galamba. A Federação Distrital do PS de Viseu reforçou que Junqueiro foi uma “figura incontornável da vida política e cívica” do país, deixando um vazio sentido por todos que com ele partilharam ideais e lutas.

Um Dia de Luto para Portugal

A morte de José Junqueiro marca o fim de uma era para o PS e para Viseu, mas seu legado de compromisso com a democracia, a justiça social e o desenvolvimento regional permanecerá como inspiração. Como disse a Concelhia de Viseu: “Hoje é um dia triste para o País e para Viseu”.

 

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Sobre o autor: Maimuna Carvalho
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